Existe uma ilusão confortável no topo das organizações: a ideia de que ocupar a cadeira de CEO significa exercer poder real. Mas, na prática, cada vez mais executivos vivem um paradoxo cruel: quanto mais tempo passam mandando, menos influência têm.
E a causa é simples. Eles desaprenderam a lidar com gente.
Num mundo onde tecnologia, IA e automação devoram tudo o que é operacional, o único diferencial estratégico deveria ser óbvio: desenvolver pessoas. Peter Drucker avisou isso em 1954 e ninguém ouviu. Hoje, quando o colapso é iminente, todo mundo finge que sempre soube dessa verdade.
Mas o ponto mais incômodo é outro: a maioria dos líderes não quer educar ninguém.
Não querem conversar, não querem formar, não querem escutar. Querem “trazer gente pronta”, “evitar desgaste”, “ter autonomia”. No fundo, querem apenas a ficção de uma liderança sem fricção …. uma espécie de cargo de autoridade sem responsabilidade humana.



